Africa Basquetebol

26 maio 2014

MOÇAMBIQUE : LIGA NACIONAL DE BASQUETEBOL : Ferroviários na final

OS Ferroviários de Maputo e da Beira vão disputar, a partir da quinta-feira, os “play-offs” da final da Liga Nacional de Basquetebol, após as vitórias ontem sobre o Costa do Sol e Desportivo, respectivamente por 81-72 e 73-58.
A final será disputada a melhor de três “play-offs”, sendo que o segundo “play-off” jogar-se-á na sexta-feira, e, havendo necessidade de desempate, far-se-á o terceiro no domingo.
DIGA-SE em abono da verdade que ninguém dos que afluíram em número considerável ao Pavilhão do Maxaquene sai arrependido pelo espectáculo produzido pelas quatro equipas envolvidas nas meias-finais. Assistiu-se a dois grandes jogos em que a incógnita prevaleceu até aos minutos cruciais, sendo que decisão sobre os finalistas foi discutida, em ambos, até ao último período.
O Ferroviário de Maputo e o Costa do Sol foram os primeiros a entrarem em cena e chegou-se a pôr em causa o favoritismo dos “locomotivas”, que partiram para este encontro em vantagem em virtude de terem ganho o primeiro “play-off” das meias-finais, entre ambos, no sábado, por 71-66. Os “canarinhos” reivindicaram a possibilidade de puxar a disputa de acesso à final para o terceiro (último) “play-off”, mas não conseguiram, pois os “locomotivas” mantiveram firmes à frente do marcador até ao fim dos 40 minutos regulamentares, tendo valido para este feito a maior prestação de Custódio Muchate e Edson Monjane, que marcaram 20 pontos cada, e Ermelindo Novela, que fez 19. O Ferroviário notabilizou-se pelo conjunto, com Orlando Novela a revelar-se na armação do jogo, e Custódio Muchate e Edson Monjane a destacarem-se  nos ressaltos defensivos e ofensivos, o que permitiu ao Ferroviário aumentar a vantagem à medida que o tempo ia correndo.
Mas encontrou uma forte oposição “canarinha”, que dispondo de um reforço bastante tecnicista e finalizador nato de triplos, obrigou a “locomotiva” a redobrar os esforços para travar a sua marcha. O poste norte-americano Lamar Robson exibiu-se ao alto nível, com uma qualidade técnica que elevou os ânimos do Costa do Sol, finalizando sete dos 15 lançamentos triplos, fazendo um total de 29 pontos. Também em evidência, Sérgio Andrade, finalizou cinco lançamentos triplos de 11 tentativas, perfazendo 19 pontos. Com este desempenho, o Costa do Sol adiantou-se no marcador no segundo período (39-33), depois de perder no primeiro (11-13). Impôs-se no terceiro, vencendo por (61-59), mas não suportou a derradeira batalha, numa altura em que se assistia uma luta sem precedentes entre Lamar Robson e o Edson Monjane, que deixou o norte-americano sem campo de manobra. O Ferroviário conseguiu adiantar-se novamente no marcador na primeira metade do último (quarto) período, com a vantagem de sete pontos (73-66). O Costa do Sol ainda tentou reposicionar-se, mas já era tarde, pois o Ferroviário não cedeu até ao fim dos 40 minutos regulamentaras, fixando o resultado em 81-72. 
FCHA TÉCNICA
ÁRBITROS: Abreu Muimua e Sello Chiau.
EQUIPAS INICIAIS
COSTA DO SOL: Alisio Machava, Isac Almoço, Helton Mazive, Miguel Bata e Lamar Robson.
FERROVIÁRIO DE MAPUTO: Edson Monjane, Luís Barros, Ermelindo Novela, Custódio Muchate e Orlando Novela.
FERROVIÁRIO DA BEIRA EXIBE CLASSE FRENTE AO DESPORTIVO
Quem saiu mais feliz destas meias-finais será sido o Ferroviário da Beira, que, com a vitória sobre o Desportivo marcou pela segunda vez consecutiva a presença na final da Liga Nacional de Basquetebol. Portanto, parte em busca do segundo título consecutivo e a exibição demonstrada ontem não há dúvidas de que teremos uma final muito bem renhida. Aliás, os “locomotivas” foram igualmente ao mercado externo buscar duas pedras que se gabaram na decisão da qualificação dos beirenses à final. Trata-se dos norte-americanos Kejuan Johson, um excelente armador de jogo, mas poste Jeffrey Fahnbulleh, responsáveis pela vitória tranquila dos beirenses. Johson foi notável em lançamentos triplos, enquanto Fahnbulleh foi excelente no seu duplo papel, cobrindo a zona de garrafão e aproveitando em grande percentagem os ressaltos ofensivos. Foi assim que registou, na sua conta, 22 pontos, enquanto Kejuan Johson contabilizou 19 pontos.
Aliás, actuando com três postes, tendo Jeffrey como base, Octávio Magoliço e Armando Baptista, pelos extremos, o Ferroviário da Beira teve tudo para desfrutar dos melhores momentos, aliando o útil ao agradável. Foi por essa razão que os “locomotivas” beirenses estiveram em todos momentos do jogo à frente do marcador, apesar de muita resistência oferecida pelos “alvi-negros”, com Pio Matos Júnior a puxar a equipa para a zona da finalização e acabou sendo o melhor marcador da equipa, com 15 pontos. O sul-africano Queetin Kalombo, contratado para dar mais-valia a equipa “alvi-negra”, fez o que lhe convinha, mas pouco aproveitou os ressaltos ofensivos e menos notabilizou também em missões defensivas. Mas teve mérito nalgumas solicitações de Pio Matos sobre o garrafão, tendo por isso sido o segundo finalizador da equipa, com 14 pontos. Augusto Matos, que, com o irmão Pio Matos, já deu furor, estava um pouco fora dos seus melhores dias, mas contribuiu com 13 pontos, permitindo que o Desportivo não saísse deste embate desfigurado. Aliás, a estrutura técnica e táctica da equipa beirenses, aliada a forte condição física dos seus jogadores, superaram todo esforço dos “alvi-negros” de equilibrar o jogo.
FICHA TÉCNICA
ÁRBITROS: Artur Castro e Guidione Matsinhe.
EQUIPAS INICIAIS
DESPORTIVO: Anderson Macome, Augusto Matos, Isídio Zandamela, Pio Matos e Queetin Kalombo.
FERROVIÁRIO DA BEIRA: Armando Baptista, Ismael Nurmamad, Octávio Magoliço, Kejuan Johson e Jeffrey Fahnbulleh.
SALVADOR NHANTUMBO